
sajamA,
+ 2 montanhas
de 6 mil
sajama (6542m),
chacaltaya (5421m),
acotango (6052m)
e parinacota (6348m).
O Sajama, no alto de seus 6542 metros de altitude, é a montanha mais alta da Bolívia, sendo uma das 16 montanhas andinas com mais de 6500 metros. Trata-se de uma montanha muito imponente, de grande beleza cênica e bastante desafiadora, tanto por seu clima extremo, quanto pelas dificuldades da própria rota que teremos que percorrer para chegar até o cume.
Por conta de sua grande altitude, é obrigatório realizarmos um plano de aclimatação arrojado, desafiador e muito interessante, já que teremos que escalar outras duas montanhas com mais de 6 mil metros, o Acotango (6052 m) e o Parinacota (6348 m). Isto transforma essa expedição em uma grande oportunidade para você incrementar sua experiência em alta montanha, fazendo um volume de cumes!
Esta viagem, sem dúvida, irá engrandecer seu currículo de montanhismo e, ao mesmo tempo, oferecer o melhor que uma viagem pela Bolívia tem a te mostrar, com paisagens pitorescas, vistas incríveis, piscinas de águas aquecidas por vulcões, gêiseres, muita natureza e cultura.
Por que escalar NA BOLÍVIA com a Soul Outdoor?
Nós da Soul Outdoor preparamos um roteiro onde mesclamos aclimatação com atividades culturais e logísticas, fazendo com que você possa aproveitar sua viagem, evitar enfermidades provocadas pela altitude e não precisar se preocupar com nada.
Iremos nos encarregar de te buscar no aeroporto, levar no hotel e, nos primeiros dias em La Paz, teremos o prazer de mostrar a cultura andina, tão presente na Bolívia. Com cerca de 25 anos de experiência no montanhismo, nosso guia Pedro Hauck, tem muitas histórias a contar sobre as montanhas bolivianas. Da mesma forma, nossa guia Maria Tereza Ulbrich, que é a mulher brasileira com mais experiência em ascensões em montanhas de altitude, vai cuidar para que nossos acampamentos sejam confortáveis e bem servidos, com comida boa e saudável.
Como parte de nossa preocupação em promover uma boa experiência, realizaremos um trekking de aclimatação no Cerro Chacaltaya, de 5421 metros de altitude.
A montanha é fácil e estar na altitude será bom para nosso organismo. Do alto da montanha teremos uma vista privilegiada das montanhas da Cordilheira Real, em especial para o Huayna Potosí e Illimani. Acompanhe nosso itinerário abaixo e fique por dentro do dia a dia da expedição e nosso planejamento.
Para quem é a expedição ao Sajama?
Esta expedição é para montanhistas que já possuem experiência em alta montanha, tendo realizado ascensões, por exemplo, no Aconcágua, Ojos del Salado ou outros 6 mil. Também devem ser pessoas que estão bem fisicamente, com treinamento em dia e que pretendem engrandecer sua experiência fazendo uma série de ascensões.
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REQUISITOS

DIFICULDADE DO
TREKKING

EXPERIÊNCIA EM
ALTITUDE

PREPARAÇÃO
CARDIOVASCULAR

DIFICULDADE
TÉCNICA
Confira abaixo nosso roteiro:
Nível da Expedição: Difícil
Duração: 16 dias
Ponto de encontro inicial: La Paz, Bolívia.
-
Dia 01 | Chegada em La Paz (3400 m)
O primeiro dia é dedicado somente à chegada. Nossa equipe vai te buscar no aeroporto e levar ao hotel no centro da cidade. A noite vamos confraternizar em um jantar de boas-vindas.
Incluso: Transfer aeroporto, noite em hotel e jantar de boas-vindas
Dia 02 | Passeios culturais e aclimatação em La Paz (3400m)
Aproveitamos este dia para conhecer a curiosa cidade de La Paz com nossos guias. Vamos passear de teleférico pela cidade de El Alto e observar todas as montanhas que circulam a capital boliviana. Passaremos pelo centro histórico, onde visitaremos o mercado das Bruxas, a sede do governo da Bolívia e a Catedral de San Francisco. Após o almoço vamos até a zona Sul conhecer o Vale da Lua, você poderá entender a formação geológica e geomorfológica que influenciou na história da ocupação urbana desta fascinante cidade, através das explicações do nosso guia Pedro Hauck.
Incluso: Café da manhã, passeios por La Paz, noite em hotel
Dia 03 | Preparação e logística em La Paz (3400m)
Hoje reservamos o dia para checar seus equipamentos e garantir o que for necessário para a expedição. Caso você já tenha tudo, poderá aproveitar para conhecer algum outro ponto turístico na cidade ou ir para as ruínas arqueológicas de Tiwanaku.
Incluso: Café da manhã e noite em hotel
Dia 04 | Subida e descida ao Chacaltaya (5421 m)
O Chacaltaya é uma montanha bastante acessível na periferia de La Paz. Lá ficava uma antiga estação de esqui, a mais alta do mundo, que está desativada pela falta de neve. Se o tempo e as condições estiverem boas, iremos até a estação de esqui de van e à pé até o cume. De lá temos uma vista espetacular para o Huayna Potosi e as demais montanhas da cordilheira Real. Levaremos no total cerca de 8 horas para ir e voltar da montanha.
Distância: 940m | Ganho altimétrico: 140m
Incluso: Café da manhã e transporte noite em hotel
Dia 05 | Ida a Vila Sajama (4400 m)
Após o café da manhã vamos carregar nossa van e dirigir até o povoado de Villa Sajama, no oeste da Bolívia. São 277 km percorridos em cerca de 5 horas. No caminho, vamos aproveitar para conhecer a paisagem do altiplano e visitar uma ruína arqueológica que irá te surpreender. Chegaremos no fim da tarde e vamos nos hospedar em uma pousada. A Villa Sajama é um local muito pitoresco e pouco povoado, além de ser bem simples. Contudo, é um lugar fantástico, com beleza cênica incrível e rodeada de montanhas. Dentre estas, a mais alta da Bolívia e que empresta o nome ao local, Sajama.
Incluso: Café da manhã, transporte, jantar e noite em pousada
Dia 06 | Descanso (4400 m)
Hoje será um dia leve de descanso. Iremos aproveitar para passear pela cidade, conhecer a bela igrejinha de adobe, ver as lhamas pastando e, com isso, melhorar nossa aclimatação, além de nos preparar para a escalada do dia seguinte.
Incluso: Café da manhã, almoço, jantar e noite em pousada
Dia 07 | Escalada do Acotango (6052 m)
Acordaremos no meio da madrugada. Após um café da manhã reforçado, sairemos em carros 4x4 em direção à divisa do Chile e subiremos o mais alto possível. A estrada utilizada passa por uma extração de enxofre a 5640 metros, que nos deixa bastante próximo do cume. A rota percorre uma meia lua, que é a antiga borda da cratera que sofreu uma explosão há milhares de anos, desfigurando a montanha que não apresenta uma forma vulcânica clássica em morfologia cônica.
A rota apresenta alguma dificuldade, com leves ascensões e descidas para no final reservar a subida mais inclinada, que é a parte mais difícil. No cume teremos uma vista privilegiada para os vulcões Guallatiri no Chile, Capurata, Parinacota, Pomerape e o Sajama. Também poderemos observar o resto de uma plataforma incaica
que é uma ruína arqueológica.
Distância: 7,5 km (ida e volta) | Ganho altimétrico: 500m
Incluso: Café da manhã, lanche de trilha, jantar e noite em pousada
Dia 08 | Descanso (4400 m)
Após cume no Acotango, teremos um dia leve apenas para relaxar e visitar as termas da Vila Sajama. Estas termas são piscinas naturais com água aquecida pela atividade vulcânica, elas ficam a céu aberto com a visão espetacular das montanhas da região.
Incluso: Café da manhã, lanche de trilha, entrada nas termas, jantar e noite em pousada
Dia 09 | Descanso (4400 m)
Para total recuperação teremos mais um dia de descanso e aproveitamos para visitar os geisers da região. Na volta iremos nos preparar para o segundo desafio, que virá no dia seguinte.
Incluso: Café da manhã, lanche de trilha, visita aos gêiseres, jantar e noite em pousada
DIA 10 | Escalada do Parinacota (6348 m)
Acordaremos bem cedo e de carros 4x4 chegaremos até o começo da trilha que leva até o cume da montanha. O Parinacota é um vulcão com formato cilíndrico perfeito, uma grande cratera e, por conta de sua forma, apresenta uma vertente com pouca inclinação, porém contínua e longa. Sua última erupção foi por volta do ano 300 A.C. É mais difícil que o Acotango, por se tratar de uma subida maior. No entanto, já estaremos bem aclimatados para realizar esta caminhada, que é exigente fisicamente.
Distância: 7,7 km (ida e volta) | Ganho altimétrico: 1150m
Incluso: Café da manhã, lanche de trilha, jantar e noite em pousada
Dia 11 | Descanso (4400m)
Dia de descanso. Você pode relaxar nas termas ou, simplesmente, descansar na pousada em Villa Sajama.
Incluso: Café da manhã, almoço, jantar e noite em pousada
Dia 12 | Acampamento alto do Sajama (5700m)
Com carro 4x4 nosso staff chegará até 4900 metros, onde começamos a caminhada até o acampamento alto do Sajama. Evitamos o acampamento base, que não precisa ser utilizado após nossa extensa aclimatação. O caminho é um planalto desértico que converge para uma crista de rochas soltas, o chamado “acarreo”. O caminho passa por um vale estreito e mais inclinado que termina em uma plataforma plana protegida por torres rochosas, a 5700 metros de altitude, que é o acampamento mais alto da montanha. Com o passar dos anos e as mudanças climáticas, tal local vem sendo castigado e não é sempre que há gelo para derreter e fazer água. Não dá para sabermos com antecedência como estarão as condições, porém, esta é uma das dificuldades da montanha, além do vento, que é comum no local.
Distância: 4,9 km | Ganho altimétrico: 880m
Incluso: Café da manhã, lanche de trilha, jantar e noite em barraca
Dia 13 | Cume no Sajama (6542 m)
Acordaremos de madrugada e iniciaremos nossa ascensão. A princípio precisamos apenas subir uma rampa levemente inclinada, porém, logo após este trecho começa a canaleta, um dos trechos mais difíceis e perigosos da montanha. A canaleta é um vale estreito e inclinado que quando está sem gelo é instável, pois suas rochas ficam soltas.
Nosso guia irá instalar uma corda fixa e irá te assegurar neste trecho. Na sequência, há uma crista rochosa com precipícios para ambos os lados, percorremos este trecho encordoados e com cuidado. Só após a crista começa a ascensão por terreno com gelo. É comum no começo do trecho de gelo termos grandes penitentes, que são torres de gelo afiadas que dificultam muito a caminhada e deixam a ascensão lenta e penosa. Porém, com o ganhar de altura os penitentes vão ficando menores até desaparecerem. O fim da ascensão tem uma pendente mais inclinada, onde é obrigatório caminhar encordoado e com piolets para frear uma possível queda.
O cume do Sajama é grande e plano. Trata-se de uma escalada fisicamente exaustiva, lenta e cheia de percalços, daí a necessidade que o montanhista já seja experiente e esteja muito bem fisicamente. Como esta jornada é longa e cansativa, retornaremos ao acampamento para regressar à cidade no dia seguinte.
Distância: 2 km | Ganho altimétrico: 870m
Incluso: Café da manhã, lanche de trilha, jantar e noite em barraca
Dia 14 | Retorno à Vila Sajama (4400m)
Hoje o dia será fácil e rápido. A descida do campo alto é tranquila, uma vez que o terreno de pedras soltas que é difícil para subir é muito fácil para descer “esquiando”. Como nosso carro consegue chegar alto, caminharemos pouco. É possível fazer esta descida no mesmo dia em que atingimos o cume da montanha, por conta disso, o décimo quinto dia pode ser usado como um dia extra para fazer cume, em caso de mau tempo.
Distância: 4,9 km | Ganho altimétrico: -880m
Incluso: Café da manhã, lanche de trilha, jantar e noite em barraca
Dia 15 | Retorno a La Paz (3400m)
Após a grande aventura é hora de empacotar tudo e, de van, retornar pela mesma estrada até nosso hotel em La Paz.
Incluso: Café da manhã, transporte e noite em hotel
Dia 16 | Retorno ao Brasil
Neste dia te levaremos até o aeroporto para você voltar para casa. Caso queira fazer uma extensão, podemos te oferecer a escalada do Huayna Potosí, montanha de 6088 m que é outro clássico andino (converse com nossa equipe).
Incluso: Café da manhã e transfer
Lembre-se:
O itinerário disponível aqui está sujeito à mudanças devido à condições climáticas,
performance do grupo ou mudanças políticas/administrativas do local em questão.
O investimento total da expedição é de USD 3.200 (desconto especial)
Para pagamento parcelado no cartão de crédito: USD 3.840.
*Consulte a nossa política de cancelamento.
O que está incluso:
Liderança do guia Pedro Hauck ou de Maria Tereza Ulbrich;
1 guia assistente para cada 3 clientes;
Taxas e permissões burocráticas;
Transporte do aeroporto para o hotel e vice-versa;
Hospedagem em Hotel 3 estrelas com café da manhã em La Paz;
Transporte de La Paz até o Chacaltaya (ida e volta);
Transporte até Villa Sajama (ida e volta);
Hospedagem em Hostel na Vila Sajama;
Jantares, almoços, lanches, cafés da manhã em Vila Sajama;
Cordas e equipamentos técnicos de escalada em gelo;
Barracas para dormir e barraca de refeição no Sajama;
Água derretida de neve em todas as montanhas;
Ajuda para aluguel de equipamentos em La Paz;
Desconto e auxílio na aquisição de equipamentos novos na Loja Alta Montanha.
O que NÃO está incluso:
Taxas de imigração (se existentes) ou embarque;
Equipamentos pessoais de montanha;
Devolução de dinheiro em caso de abandono;
Seguro de viagem;
Almoços e jantares em La Paz;
Noites extras no hotel em La Paz;
Custeio de quarto individual caso você não queira dividir o seu quarto;
Gorjetas (se você julgar necessário);
Reembolso em caso de perda de equipamento por roubo ou fenômenos climáticos;
Passagem aérea para a Bolívia.
Outros gastos:
USD 10 » Custo médio de uma refeição em restaurante em La Paz (calcule o número de almoços e jantares).
USD 50 » Carregadores (Custo OPCIONAL).
USD 70 » Seguro de viagem e resgate.
USD 150 » Descida terrestre por motivos médicos ou pessoais.
USD 350 » Custo médio de voo desde o Brasil.
Que dia tenho que chegar e sair no roteiro?
Todos os dias, primeiro e último dos roteiros da Soul são dedicados à chegada e saída. Ou seja, calcule o tempo que você demora para chegar no destino. Fique atento na duração de seus voos e no horário de chegada. Nós iremos checar seu voo para que em sua chegada tenha alguém te esperando no aeroporto.
Quero chegar antes no roteiro, posso?
Se você quiser chegar antes, não há problemas, porém verifique se não é antes da chegada de nossos guias e nos avise de seu voo. Preferimos que você deixe as extensões para depois do roteiro, pois na Bolívia sempre temos estas extensões programadas. Verifique com nosso atendimento quais as possibilidades para este roteiro.
Posso fazer outros passeios antes ou após os roteiros da Soul?
Como respondemos à pergunta anterior, em quase todos os roteiros da Soul chegamos e saímos em locais interessantes onde há outros passeios turísticos, naturais ou culturais para se fazer. Em muitos roteiros já oferecemos extensões e se juntamos mais pessoas de nossos grupos, conseguimos fazer os passeios mais baratos. Entre em contato conosco para verificar quais extensões podemos fazer na Bolívia? Quem sabe descer de bicicleta no downhill de Coroico, ou passear pelo lago Titikaka, ou ainda escalar uma montanha de 6 mil metros? Podemos organizar para você.
Posso usar este roteiro para me aclimatar para outras montanhas maiores na Bolívia?
Sim e planejamos este roteiro para isso e a extensão mais apropriada é o Sajama, a montanha mais alta da Bolívia.
No roteiro está incluído voo?
Não. O voo é por sua conta. Porém, podemos te ajudar a comprar um voo a partir do aeroporto mais perto de você. A boa notícia é que voar para a Bolívia é bem barato.
Que documentos preciso para entrar na Bolívia?
Para entrar na Bolívia você precisará de um passaporte válido ou RG com menos de 10 anos da data de emissão e certificado internacional de vacinação contra febre amarela.Veja no link abaixo como fazer o Certificado Internacional de Vacina Contra Febre Amarela:
https://www.gov.br/pt-br/servicos/obter-o-certificado-internacional-de-vacinacao-e-profilaxia
Para qual aeroporto devo voar?
Você deve voar para o aeroporto de La Paz (Código IATA: LPB). Não há voos diretos do Brasil para lá e os meios mais comuns são: Via Santa Cruz de la Sierra ou Cochabamba pela Boliviana de Aviación (sempre a alternativa mais barata). Ou via Lima pela Latam (neste caso com muitas possibilidades de escala saindo de um aeroporto perto de você).
A Boliviana de Aviación (BoA) é confiável?
Sim. Já viajamos muito com eles. É uma empresa estatal que usa Boeing 737 como principal avião nos trechos em que voamos. Ela tem uma franquia de bagagem de 32 quilos e sai do terminal 2 de Guarulhos. Não faz Codeshare com nenhuma outra empresa e isso te obriga a comprar uma passagem separada de sua cidade até Guarulhos para voar com ela. Entretanto pode confiar que é Boa.
Como funciona o transfer na chegada no aeroporto?
Teremos um guia ou um taxista te esperando no desembarque no aeroporto. Ele estará com uma plaquinha com seu nome ou com a logo da Soul. Antes de você viajar, vamos conferir seu voo para termos a certeza do dia e horário da chegada para estarmos te esperando.
Quando eu for para a montanha, há algum lugar para eu deixar parte das minhas bagagens?
Sim, você poderá deixar uma mala com roupas urbanas e coisas que você não precisa num depósito no hotel.
Qual é a dificuldade da escalada do Sajama?
Nesta expedição escalamos 3 montanhas: Acotango, Parinacota e Sajama, sendo as duas primeiras para a aclimatação.
O Acotango é uma das montanhas de 6 mil metros mais fáceis dos Andes (veja: https://altamontanha.com/qual-e-a-montanha-de-6-mil-metros-mais-facil-dos-andes/)
Já o Parinacota é um pouco mais difícil, pois o desnível altimétrico dele é maior. Ambas são montanhas que se atinge o cume apenas por caminhada em altitude, sem apresentar trechos íngremes ou técnicos.
Já o Sajama é uma montanha mais dura, tanto física quanto tecnicamente. Lá, diferente das primeiras montanhas, precisaremos fazer um acampamento alto e só chegar lá já é um esforço grande, sendo necessário subir por um terreno íngreme de rochas soltas.
O ataque ao cume se faz vencendo uma canaleta íngreme de rocha e gelo, que escalamos com corda fixa. Na sequência há uma crista íngreme de rocha, para enfim chegarmos no gelo, que no começo são penitentes, uma forma de gelo pontiaguda difícil de caminhar.
Só depois do campo de penitentes há uma rampa de gelo bom, mas com alguma inclinação, que faz necessário o uso de cordas e cadeirinha.
Qual é a experiência que eu preciso ter para escalar o Sajama?
Para escalar o Sajama você precisa ter experiência em montanhas de altitude, já tendo feito outras montanhas de 6 mil metros e/ou o curso de alta montanha no Huayna Potosi.
Também é necessário estar bem treinado e estar bem fisicamente, dentro de seu peso ideal.
Que equipamentos preciso ter para escalar o Sajama?
Para escalar estas montanhas é necessário ter bons equipamentos de trekking e montanha. Muitos destes equipamentos podem ser aproveitados de nossos trekkings que realizamos no Brasil, como botas de trekking (usados na aproximação e nos cumes), calça de trekking, bastões de caminhada, roupas de segunda pele, gorro, mochila, lanterna de cabeça, meias de trekking e até mesmo roupas impermeáveis (na dependência de qual você tem). O ideal é que sejam equipamentos de qualidade, que aguentem o rigor da escalada.
Entretanto, há equipamentos que só usamos em alta montanha, como jaquetas de pluma grossas de cume, botas duplas, saco de dormir de -20 e crampons.
A boa notícia é que todos estes equipamentos podem ser adquiridos no Brasil através da loja AltaMontanha, onde temos um convênio e além de atendimento especial, você ainda terá um desconto vitalício, dado somente a nossos clientes (entre em contato ao fechar seu roteiro para obter esta vantagem).
Sugiro a leitura do artigo abaixo, que é um manual de equipamentos para alta montanha, onde exploramos o uso dos equipamentos partindo do pressuposto que há coisas que usamos tanto no Brasil quanto na altitude. Neste link temos também um vídeo explicativo que deve ser visto antes de você comprar seus equipamentos.
https://altamontanha.com/guia-de-equipamentos-para-alta-montanha/
Se você desejar ter um checklist de equipamentos, temos uma lista para você. Esta lista está em um arquivo do google e vamos atualizando-o frequentemente. Confira no link abaixo
:: CHECKLISTA EQUIPAMENTOS SAJAMA
Que tipo de bota eu uso para escalar o Sajama?
Você pode escalar usando botas duplas, como a G2, onde terá a garantia de poder fazer cume até com muito vento e tempo ruim.
Posso alugar equipamentos para escalar a montanha?
Sim, em La Paz há um local onde é possível alugar equipamentos. Por favor verifique os equipamentos que você pretende alugar e nos avise. Nós te ajudaremos a alugar o equipamento correto, porém tenha em mente que pelo menos o equipamento básico, que é aquele que usamos também no Brasil, seria interessante você ter o seu.
Como é o clima no Sajama?
O clima do altiplano boliviano é desértico de altitude. Lá é comum na temporada, que é sempre nos meses do meio do ano, no inverno, termos sol e céu azul todos os dias, mas também é muito comum termos ventos fortes constantes.
A temporada é sempre no inverno por ser época de estiagens na Bolívia.
Quais temperaturas irei enfrentar na expedição?
Em La Paz é comum no inverno fazer temperaturas por volta dos 15 graus de dia e 5 à noite. A temperatura vai diminuindo com a altitude em nosso roteiro. De noite faz sempre frio, porém em nossos locais de pernoite, em Villa Sajama será no máximo será de -5. Mas estaremos sempre em pousadas e lá dentro há aquecimento. Durante o ataque aos cumes poderemos enfrentar até -15.
Que mochila preciso ter para escalar o Sajama?
Como no Sajama fazemos acampamento alto, precisamos de uma mochila que tenha capacidade de carregar botas duplas, sacos de dormir, isolante térmico, crampons e roupas de cume. Uma mochila de 60 litros será necessária.
Preciso levar barracas e equipamentos de cozinha para o Sajama?
Não, apenas seus equipamentos pessoais. Nós cuidamos do resto.
Como serão os pernoites na montanha?
Nós vamos ficar sempre em lodges, que são pousadas sempre aconchegantes e bem estruturadas. Lá vamos dividir quartos. E no acampamento alto ficaremos em barracas de 3 lugares, onde ficarão apenas duas.
Se eu quiser ficar em quarto ou barraca individual, posso?
Sim, porém haverá um custo extra. Entre em contato com nossa equipe de atendimento para ver o custo e disponibilidade.
Como são os banheiros no Sajama?
Nós iremos ficar todas as noites em lodges e lá há estrutura completa, incluindo bons e limpos banheiros. Na montanha é banheiro natural.
Tem energia elétrica na montanha?
Sim, teremos energia elétrica em todos os lodges. Mas não no acampamento alto do Sajama, por isso recomendamos ter um power bank para carregar seu celular.
Há como tomar banho na montanha?
Sim, há chuveiro quente em todos os lodges, em alguns há águas termais com boa temperatura. Lá poderemos tomar banho, mas não poderemos usar sabão e nem shampoo.
Como funciona a questão dos 4x4 no Sajama?
No Sajama, diferente de outras expedições, os veículos 4x4 tem uma grande importância na logística para chegarmos na base das montanhas. Lá oferecemos caminhonetes preparadas e em cada carro teremos um motorista e quatro passageiros.
Como é a comunicação no Sajama?
No Sajama há sinal de celular da empresa Entel. Em La Paz, celulares brasileiros funcionam com roaming, contate sua cia de telefonia para contratar este serviço com antecedência e verifique o valor das tarifas. Comprar um chip boliviano é uma opção.
Se eu estiver no meio da expedição e eu tiver que desistir, como faço?
Como você poderá notar no itinerário da expedição, realizaremos uma longa viagem de carro. Caso você tenha que desistir no meio da viagem, precisaremos pagar um carro extra para te levar de volta à cidade.
Que tipo de comida vocês servem na montanha?
Nós nos esforçamos a servir sempre boas refeições, levando alimentos frescos e saudáveis, o que é um desafio logístico enorme. Servimos comidas com carnes, verduras e legumes frescos, além de frutas e sobremesas. Todas as refeições são bem servidas e bem elaboradas.
Tenho restrições alimentares, o que eu faço?
Não há problemas, estamos acostumados a servir bem a todos, sempre adaptando as refeições às necessidades de nossos clientes. Entretanto é importante que você descreva suas restrições na ficha de inscrição.
Possuo alguns problemas de saúde, posso escalar o Sajama?
Depende de que problema de saúde você tem. Em altitudes elevadas como no Sajama requer uma boa aclimatação. É importante que você converse com seu médico antes de ir, para que ele te oriente e te dê o aval para submeter-se a um ambiente tão extremo. Lembre-se de nos enviar um atestado médico e ser claro sobre seu estado de saúde.
Preciso de seguro de resgate nesta montanha?
É sempre melhor! Um seguro de resgate é diferente de um seguro de viagens. Neste tipo de seguro você terá coberto os gastos da remoção em um lugar de difícil acesso difícil. Esta remoção poderá ser de acordo com os recursos disponíveis, que na melhor das hipóteses pode ser um helicóptero e na pior por terra através de maca com muita gente trabalhando e te carregando. Em ambas situações o custo é elevado e um seguro de viagem não cobre. Converse com nossa equipe para que eles te indiquem qual é o melhor seguro de resgate a contratar no momento e saiba que, se você não tiver um seguro destes e tiver que ser resgatado, este resgate poderá custar até 20 mil dólares!
Qual é a diferença entre um seguro de resgate e um seguro de viagens?
Um seguro de resgate vai cobrir os gastos para te remover de um local de difícil acesso. Como local de difícil acesso entendemos como locais onde uma pessoa precisa ser transportada por mais de 3 horas numa maca para chegar em uma ambulância ou veículo de apoio, ou seja, esta remoção vai exigir o emprego de uma equipe de resgatistas, equipamentos especiais e paramédico, às vezes até mesmo helicóptero.
Este serviço fora do Brasil não é gratuito e é feito por particulares, por isso custa caro e seguros normais não cobrem. Entre em contato com nossa equipe para que eles te indiquem um seguro de resgate em montanha.
Já os seguros normais de viagens são aqueles que cobrem gastos com médico, hospitais, retorno para casa em caso de acidente e muitos também cobrem gastos com bagagem extraviada, etc. Muita gente usa o seguro de viagem que são oferecidos pelas empresas de cartão de crédito. Ter seguro de viagem e seguro de resgate te deixa super protegido em expedições de trekking e montanhismo e ambas são recomendadas.
Como é feita a aclimatação na expedição?
Em nossos roteiros planejamos o dia a dia respeitando os limites do corpo para realizar uma aclimatação progressiva. Todos os dias medimos sua saturação e avaliamos os sintomas do mal de altitude, para que ninguém fique gravemente acometido do mal agudo de montanha. Evidentemente que aclimatar é um processo individual e há sempre pessoas que sofrem mais ou menos e nosso acompanhamento diário evita que, se você é das pessoas que têm dificuldade em aclimatar, sofra algo grave.
O que são remédios da classe dos Benz0diazepín1cos? Por que eles não podem ser tomados em altitude?
Os Benz0diazepín1cos são remédios usados para tratar ansiedade, depressão e alguns até para dormir ou relaxar a musculatura (os mais famosos são o V@l1um, Riv0tr1l - Cl0nazep@m, Z0lp1dem). Eles funcionam deprimindo seu sistema respiratório, o que é perigoso em altitudes elevadas, pois eles impedem e até pioram sua aclimatação. Quem toma este tipo de remédio precisa falar com seu médico com antecedência para que, nos dias da expedição, o uso deles seja suspenso. Isso é muito importante, pois sem aclimatar, você não irá conseguir fazer cume, ou irá passar muito mal, tendo enjoos, vômitos, dores de cabeça e até ter edemas cerebrais e pulmonar que levam a morte.
Que outros medicamentos não posso usar em altitude?
Além dos Benz0diazepín1cos, você não pode usar relaxantes musculares (usados para dor muscular) e vasoconstritores (usados contra sintomas de resfriado).
Vocês recomendam o uso de D1am0x?
A Acet@z0lam1da, que é o nome não comercial do D1am0x, é um dos poucos fármacos que tem em sua bula recomendações de uso em altitude. Através de pesquisas e observações científicas comprovou sua eficácia em melhorar a saturação de pacientes acometidos do mal agudo de montanha. Na bula deste medicamento recomenda-se o uso profilático, dois dias antes de chegar na altitude, tomar 125mg dele a cada 12 horas e continuar tomando a mesma dose até o término da expedição.
Seguindo as recomendações à risca, pudemos perceber que os clientes que passaram a tomar este farmaco tiveram uma aclimatação melhor e menos sofrida e desta forma recomendamos seu uso, mas não obrigamos.
Como realizamos uma avaliação diária de nossos clientes, controlamos também a quantidade de água ingerida pelos mesmos, que é fator determinante para que a estratégia de uso deste medicamento seja positiva. Quem usa este medicamento precisa estar sempre bem hidratado.
Se você optar pelo uso de D1am0x, por favor não esqueça de indicar em sua ficha de inscrição todos os remédios que toma, pois como qualquer fármaco, ele não pode ser misturado com certos tipos de medicamentos.
Posso levar crianças para o Sajama?
Embora já tenha tido casos de crianças com cerca de 10 anos de idade escalando montanhas de 6 mil metros, não recomendamos que leve crianças pequenas, pois o risco é muito grande. O esforço físico já é muito grande para adultos e será ainda maior para crianças.
Qual é a idade limite para escalar o Sajama?
Você pode escalar o Sajama até com idade avançada. Já levamos pessoas com 70 anos, mas claro, pessoas preparadas que treinam e têm acompanhamento médico periódico.
Quanto mais terei de custos extras?
Como em nossas expedições temos muitos serviços inclusos, você não precisará ter muitos gastos a mais. Sugiro que leia com atenção os itens que estão incluídos em nosso pacote. Em geral, os gastos extras são de restaurantes nas cidades bases de nossos roteiros, aluguel de equipamentos e compras pessoas. Também sugerimos gorjetas aos guias e cozinheiros. Veja na aba “investimento” no descritivo do roteiro os valores atualizados médios dos custos extras desta expedição.
Qual é o diferencial da Soul Outdoor?
Nós da Soul Outdoor vivemos do montanhismo e para o montanhismo. Trabalhamos com montanhismo porque subir montanhas é o que mais gostamos de fazer. Temos prazer em levar pessoas que gostam de montanha para sentir o que sentimos e quando estamos de férias, estamos escalando outras montanhas também.
Passamos o ano todo viajando o mundo guiando e escalando e quando voltamos as montanhas onde trabalhamos, já estamos com saudades, nunca enjoamos dos roteiros que oferecemos, pois não somos pessoas que repetem as mesmas montanhas de maneira massiva e monótona.
Todos nossos guias são pessoas que amam o que fazem, pessoas que se destacam no meio, produzem conteúdo e fazem trabalhos voluntários nas montanhas, fortalecendo nosso meio e nossa cultura.
Venha experimentar a escalada de uma montanha com a gente!






























